Origens
A gruta, a capela e o nome da fazenda
Vazante não nasceu da corrida do ouro, como a vizinha Paracatu. Nasceu de uma devoção: conta o registro do IBGE que um casal de viajantes teve a visão de uma imagem de Nossa Senhora numa das grutas da região, e logo se ergueram ali uma capela e o casario em volta.
O primeiro nome foi Lapa, pela capela. O que ficou foi o da fazenda onde tudo acontecia: Vazante, palavra que descreve o recuo das águas depois das cheias dos rios da região.
Do Império não há herança aqui. O arraial é do século XX.
1933 · O zinco
O que estava embaixo do chão
Em 1933, pesquisas do engenheiro chileno Ângelo Custódio Solis apontaram minério de zinco na região. A descoberta foi depois confirmada por geólogos, e mudou o destino do lugar.
Por décadas a extração foi manual, feita por mineradores independentes. A exploração em escala industrial começou em 1969, com a primeira viagem de minério para a fábrica de Três Marias, e a mina subterrânea entrou em operação em 1983.
Vazante é hoje conhecida como a capital do zinco, sobre a maior jazida brasileira do minério.
1938 a 1953 · Formação
Distrito de Paracatu, município em quinze anos
O distrito foi criado em dezembro de 1938, com território cedido por Guarda-Mor e subordinado a Paracatu. A emancipação veio em 12 de dezembro de 1953.
São 19.975 habitantes, segundo o Censo 2022, o que faz de Vazante a maior das três cidades que a Aukage registrou neste trecho do Noroeste de Minas. Além da mineração, o município é grande produtor de gado de corte.