1702 · Origens
O arraial ao pé da serra de São José
Quem avisou que havia ouro no sopé da serra de São José foi João de Siqueira Afonso, que chegou ali nas suas andanças e contou a Tomé Portes del Rei, o homem do porto na vizinha São João. Em 1702 Siqueira Afonso fixou-se no lugar com seus auxiliares, e o primeiro agrupamento de garimpeiros ficou conhecido como Arraial de Santo Antônio.
Os veios maiores das serras só foram achados em 1705, já sob direção do guarda-mor Antônio Garcia da Cunha. O ouro em escala trouxe moradia, comércio e igreja, e o arraial virou cidade em 7 de outubro de 1860.
1709 a 1718 · A vila
Da chacina do Capão da Traição à segunda vila
A região foi palco das lutas entre paulistas e emboabas. Em fevereiro de 1709 houve a chacina do Capão da Traição; em novembro do mesmo ano, os paulistas tentaram a desforra sob o comando de Amador Bueno da Veiga, e os combates duraram de 14 a 18 daquele mês, até que abandonaram o local diante da notícia de reforços inimigos. Os sobreviventes se instalaram na Várzea do Marçal.
Em 19 de janeiro de 1718 criou-se a segunda vila do Rio das Mortes, com o nome de São José, homenagem ao príncipe D. José, filho de D. João V, que então tinha quatro anos.
1889 · O nome
O príncipe sai, o inconfidente entra
Joaquim José da Silva Xavier nasceu em 1746 na Fazenda do Pombal, entre São José del Rei e São João del Rei. Foi mascate, minerador e prático em arrancar dentes, de onde veio a alcunha. Alferes do Regimento de Dragões, quatro vezes preterido nas promoções, licenciou-se e entrou na conspiração que ficaria conhecida como Inconfidência Mineira. Foi enforcado no Rio de Janeiro em 21 de abril de 1792.
Menos de um mês depois de proclamada a República, o decreto estadual nº 3, de 6 de dezembro de 1889, trocou o nome da cidade: São José del Rei passou a chamar-se Tiradentes. O casario branco, as igrejas e a serra ao fundo continuaram os mesmos, e é o que as imagens mostram.