Século XVII · O nome
Salitre, que servia para pólvora
Por volta de 1675, o bandeirante Castanho Taques passou pela região, identificou nas águas o cheiro de enxofre e deu à serra o nome do mineral que ali encontrou: o salitre, matéria-prima da pólvora. O nome ficou na serra antes de existir qualquer povoado, e passou dela para a cidade.
Nos primeiros anos do século XIX as terras eram sesmarias grandes. Uma delas pertencia ao capitão Luiz Manoel Leite, e tinha sede na Fazenda Fortaleza, nome que a região guarda até hoje.
1853 · A capela
Uma igreja levantada por desavença
O registro do IBGE conta a origem sem rodeios: o capitão Luiz Manoel Leite, homem de muita fé, teve desavenças com o pároco de Santana, a localidade vizinha, e decidiu construir uma capela nas próprias terras para não lhe faltar assistência religiosa.
A capela foi inaugurada em julho de 1853 e oferecida a São Sebastião, o santo de devoção do capitão. O padre José Caetano veio morar ali, na casa paroquial que o mesmo capitão lhe ofereceu, e foi ele quem puxou o crescimento do lugar: fundou colégios, abriu o cemitério e tocou obras de assistência.
1861 a 1953 · Formação
Distrito de Patrocínio por quase um século
Em 19 de agosto de 1861 criou-se o distrito, com o nome de São Sebastião da Serra do Salitre, subordinado a Patrocínio. No mesmo ano instalou-se o cartório. Em 2 de novembro de 1869, pela Lei nº 1.617, o nome encurtou para Serra do Salitre.
A emancipação veio pela Lei nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, que desmembrou o município de Patrocínio; a instalação foi em 6 de janeiro de 1954. A mesma lei criou Itutinga, do outro lado do estado, que também entra no site agora. Hoje são 11.801 habitantes, segundo o Censo 2022.