A lenda
O escravo, a gruta e a carta
O nome tem duas partes e as duas vêm da mesma gruta. Conta-se que no fim do século XVIII João Antão, escravo fugido de João Francisco Junqueira, encontrou ali a imagem de São Tomé, e com ela uma carta de escrita perfeita, impossível a um homem a quem se negara aprender a ler. Noutra versão, a carta lhe foi entregue na gruta por um senhor de vestes brancas, que mandou levá-la ao antigo dono.
João Francisco Junqueira teria ficado de tal modo impressionado que deu a alforria a João Antão e mandou erguer a igreja ao lado da gruta. O "das Letras" não vem da carta: vem das inscrições rupestres que ainda se veem nas pedras dali.
1785 · A matriz
Barroco no alto da serra
A construção da Igreja Matriz começou em 1785, em estilo barroco, com pinturas de Joaquim José da Natividade no rococó. Ela é o prédio de pedra que aparece no meio da praça nas imagens aéreas, cercada pelas casas de cores fortes que a cidade pintou depois.
Durante o século XIX o lugar foi quase uma cidade-dormitório às avessas: os fazendeiros da região só a ocupavam nas épocas de festa, e no resto do ano as casas ficavam fechadas.
1840 a 1962 · Formação
De Lavras para Baependi, e enfim sozinha
O distrito foi criado pela Lei Provincial nº 164, de 9 de março de 1840, subordinado a Lavras. Dois anos depois, pela Lei Provincial nº 239, de 30 de novembro de 1842, passou para Baependi, onde ficaria por 120 anos.
A emancipação veio pela Lei Estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, com instalação em 1º de março de 1963. É a mesma lei que criou Cruzeiro da Fortaleza, no Alto Paranaíba, cuja história e cujo distrito de Brejo Bonito também estão neste site. A partir do início do século XX o que sustenta a cidade é a extração do quartzito, a pedra de são tomé, que calça a praça e as ruas.