Fim do século XVII · Origens
O porto no rio das Mortes
Antes do ouro havia uma travessia. Tomé Portes del Rei, vindo de Taubaté, fixou-se às margens do rio das Mortes num ponto por onde passavam todas as embarcações, e o lugar ficou conhecido como Porto Real. Em 1701 ele recebeu o direito de cobrar a passagem; morreu em 1702, e o genro, Antônio Garcia da Cunha, o sucedeu.
Entre 1703 e 1704 apareceu o ouro nas encostas, e com ele os forasteiros. Nas fraldas do morro que hoje se chama Morro da Forca os paulistas levantaram a primeira igreja, consagrada a Nossa Senhora do Pilar, e assim nasceu o arraial do Rio das Mortes.
1713 · A vila
O nome do rei e o do barqueiro
A guerra entre paulistas e emboabas sacudiu o arraial no início do século XVIII, com mortes e com a tomada das minas aos paulistas. Mesmo assim a povoação prosperou.
Em 8 de julho de 1713 criou-se a vila, com um nome que é duas homenagens numa: São João del-Rei, por D. João V e por Tomé Portes del Rei, o homem do porto. A condição de cidade veio bem depois, pela Lei Provincial nº 93, de 6 de março de 1838.
A ferrovia
A rotunda e a Maria-Fumaça
O que as imagens aéreas mostram, além do casario colonial e das torres das igrejas, é um prédio redondo de telhado vermelho junto aos trilhos. É a rotunda da antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas, o pátio circular onde as locomotivas são giradas para mudar de direção.
A linha de bitola estreita que sai daqui para Tiradentes é uma das poucas do país em que locomotivas a vapor do século XIX ainda puxam trem com passageiro. Os dois lados dessa viagem, a estação daqui e o largo de lá, estão nas duas páginas que a Aukage publica agora.