A cidade nasceu de uma lagoa cheia de patos silvestres e de tropeiros que paravam para caçar. Hoje é a Capital Nacional do Milho - e a cidade com a cobertura mais completa do canal.
No início do século XIX, formou-se um povoado às margens do Rio Paranaíba, em torno de uma lagoa situada a poucos quilômetros dali onde, segundo relatos da época, vivia uma quantidade enorme de patos silvestres. Tropeiros que cruzavam o interior de Minas Gerais faziam pouso ali para caçar, montando ranchos às margens da lagoa - e foi assim que alguns deles acabaram se fixando na região, dando origem ao povoado.
Hoje, o cartão-postal aquático da cidade é a Lagoa Grande, um dos pontos mais fotografados de Patos de Minas - uma lembrança visual do papel que a água sempre teve na história do lugar.

Em 1826, o casal Antônio Joaquim da Silva Guerra e Luísa Corrêa de Andrade doou uma gleba de terras para a construção de um templo dedicado a Santo Antônio - origem do patrimônio que se tornaria o Arraial de Santo Antônio da Beira do Rio Paranaíba. O povoado cresceu, virou distrito em 1832 e, em 1866, foi elevado a vila com o nome de Santo Antônio dos Patos, instalada oficialmente em 1868.

Em 24 de maio de 1892, a vila foi elevada à categoria de cidade com o nome simplificado de Patos - data que até hoje marca o aniversário da cidade. Em 1943, porém, o governo do estado impôs o nome Guaratinga, decisão que desagradou profundamente a população local.
Atendendo aos apelos populares, em 1945 o nome foi revertido - mas não para o original: passou a ser Patos de Minas, para distinguir o município do já existente Patos, na Paraíba.

Em 1948, a empresa Agroceres - fundada com participação do geneticista Antônio Secundino de São José, pioneiro do milho híbrido no Brasil - instalou em Patos de Minas uma de suas primeiras unidades de sementes, impulsionando a lavoura de milho na região.
Em 1965, um decreto do presidente Castello Branco instituiu o Dia Nacional do Milho para 24 de maio - coincidentemente, o mesmo dia do aniversário da cidade -, consolidando Patos de Minas como a Capital Nacional do Milho, título celebrado todos os anos na Festa Nacional do Milho, a Fenamilho.
Já no final dos anos 1970, a descoberta de uma jazida de fosfato sedimentar na localidade da Rocinha projetou a cidade nacionalmente, motivando a primeira visita de um presidente da República - o general Ernesto Geisel, em 1974.



Nas décadas de 1960 e 1970, a mudança da capital federal para Brasília gerou um período de estagnação e êxodo - muitos patenses migraram para lá, formando uma colônia que existe até hoje. Ainda assim, a cidade seguiu se consolidando: chegada da CEMIG, criação da Fundação Educacional de Patos de Minas com o primeiro curso superior da região, e o asfaltamento das rodovias BR-354 e BR-365, ligando o município à capital do estado.
Hoje, Patos de Minas é referência regional no Alto Paranaíba e Noroeste de Minas - e a cidade mais fotografada, de cima, por este canal: mais de 90 vídeos entre bairros, avenidas, rodovias e pontos turísticos, ainda em expansão.






Estes são apenas 15 dos mais de 90 vídeos já publicados sobre Patos de Minas. Ver a lista completa no canal →