Século XVIII · Origens
Um cargo da Coroa que virou nome de lugar
Guarda-mor era função, não pessoa. Quando os bandeirantes abriram a extração de ouro nos córregos de Paracatu, a Coroa portuguesa instalou na região um posto de guarda para fiscalizar o metal que seguia viagem. O lugar passou a ser conhecido pelo cargo de quem mandava ali.
A fazenda que se formou em volta do posto aparece no relato de Auguste de Saint-Hilaire, o naturalista francês que percorreu a região no início do século XIX e descreveu a Paracatu daquele tempo.
A doação
Trinta alqueires para uma santa
O arraial nasceu de uma doação. Ilídio Pereira Guimarães, dono das terras, destinou trinta alqueires a Santa Rita dos Impossíveis. Como o terreno passava a pertencer à santa, famílias vieram demarcar seus lotes ali, e o povoado se formou em torno da capela.
É um padrão que se repete na formação dos arraiais mineiros: a terra doada ao santo atraía quem não tinha terra, e o adro da capela virava a praça.
1842 a 1962 · Formação
Distrito de Paracatu, e depois município
O curato foi elevado a distrito ainda no período provincial, subordinado a Paracatu. Em 1938, cedeu parte do próprio território para a criação de Vazante, hoje município vizinho.
A emancipação veio em 1962, quando o distrito foi desmembrado de Paracatu e elevado a município. Hoje Guarda-Mor tem 6.539 habitantes, segundo o Censo 2022, espalhados por um dos maiores territórios municipais do Noroeste de Minas.