Um dos arraiais mais ricos do ciclo do ouro, hoje conhecido por sua igreja barroca inacabada e pelo vinho de jabuticaba.
Por volta de 1694, foram descobertas ricas minas auríferas na Serra do Caraça, e o bandeirante Domingos Borges é apontado como o fundador do arraial em 1703. O nome Catas Altas vem justamente das escavações de ouro - as "catas" - que, à medida que o metal escasseava nos rios, precisavam subir cada vez mais alto na serra.
Durante o ciclo do ouro, Catas Altas foi um dos arraiais mais ricos e populosos de Minas Gerais. Em 1729, teve início a construção da atual Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição - obra que, com o declínio do ouro, foi entregue com o interior inacabado, e segue assim até hoje.

Com o esgotamento do ouro, o arraial ficou praticamente abandonado. Em 1868, chegou a Catas Altas o monsenhor Manuel Mendes Pereira de Vasconcelos, que ensinou a população a cultivar videiras americanas, criando uma tradição de vinicultura que rendeu fama nacional. Décadas depois, moradores adaptaram a receita para produzir vinho de jabuticaba - hoje uma marca registrada da cidade.