Berço da Guerra dos Emboabas - o conflito que, ainda no período colonial, deu os mesmos direitos a paulistas e portugueses nas Minas Gerais.
Caeté - palavra tupi-guarani para "floresta de árvores frondosas" - foi descoberta em 1701 pelo bandeirante Leonardo Nardez. Já em 1704, o arraial estava tão povoado que se tornou palco de uma disputa histórica: a Guerra dos Emboabas, conflito entre paulistas liderados por Manuel de Borba Gato e reinóis (portugueses e baianos) liderados por Manuel Nunes Viana, pela exploração do ouro da região.
A paz assinada em 1714 deu direitos iguais a paulistas e emboabas - um marco simbólico de cidadania nas Américas coloniais.

Em 1714, Caeté ganhou foro próprio perante a Coroa Portuguesa como Vila Nova da Rainha do Caeté. Perdeu a autonomia em 1833, por participação numa revolta militar em Ouro Preto, mas a recuperou em 1840, já com o nome atual. No fim do século XIX, a chegada da indústria cerâmica e siderúrgica trouxe um novo ciclo de desenvolvimento à cidade.